segunda-feira, setembro 22, 2014

Nota sobre a Volta da Homofobia da Cidade de Santo André


A população LGBTT de Santo André viveu um período difícil, especialmente ate os de 2005 e 2006, com vários relatos de agressões físicas e morais feitas pela Guarda Civil da cidade. Diante deste quadro, em 2006 foi formada uma comissão para capacitar os agentes e combater a violência, estrutura que foi mantida até 2012.

Temos que relatar o relaxamento e enfraquecimento de quem esta à frente das políticas públicas LGBTT em Santo André, que culminou na baixa participação dos agentes de segurança pública na capacitação de 2013. Em 2014, novamente, a Assessoria de Politicas Públicas para a População LGBT veio tentou abortar a iniciativa, convidando pessoas sem reconhecimento jurídico, sem condições de dar continuidade a um trabalho de prevenção ao enfrentamento a homotransfobia, motivada pela falta de conhecimento de causa.
 Na capacitação, que deve ser continuada e a principal é que antecede a Parada do Orgulho LGBT, ficou nítido o descaso com a causa. Estiveram presentes apenas um representante da Polícia Militar, um representante da Guarda Municipal de Santo André, e quatro representantes da administração municipal. Para surpresa de todos, no lugar de cooperação mútua por um objetivo comum, instalou-se um clima de disputa política para que tudo fosse um fracasso. Quem perde com essas atitudes é a própria cidade, o governo e a população LGBTT.

Na verdade, o fracasso vem acontecendo com a falta de competência da gestão municipal e a ausência de pessoas, acima de tudo, comprometidas com políticas públicas para a população LGBTT. É triste ter que trazer na memória de pessoas que não conhecem o histórico da homotransfobia na cidade de Santo André e constatar que elas têm, com o fracasso de seu trabalho, contribuído para o aumento nos casos.

Estava, na verdade, demorando muito a volta de casos de homofobia na cidade envolvendo a Guarda Municipal. Esperamos que a partir das denúncias, sejam tomadas ao menos atitudes administrativas emergenciais, para que ao menos possam dizer que estão fazendo algo, além de persistir na permanência da assessora de Politicas para a População LGBT, Eliad Dias, com seus pares e conchavos do retrocesso dos avanços das conquistas dos direitos da População LGBT.


Ações que ficam vinculadas somente em círculos viciosos, que ao invés de buscarem a unidade do movimento, acabam no retrocesso do que já havia sido conquistado. A ONG ABCDS tem constantemente denunciado e cobrado mudanças que até hoje não ocorreram, e as ações continuam sendo executadas de forma personalista e de vingança pessoal. Lamento que a Secretaria de Direitos Humanos e Paz banque a permanência deste tipo de agentes públicos. Com o fracasso instaurado, lamentavelmente quem sofre agora é a população LGBTT.

Segue relatos abaixo da denuncia:


 Segue abaixo o meu relato sobre o ocorrido no local:

No dia 18/09/2014 às 16:40 horas fui encontrar o meu companheiro, que já estava me esperando com um amigo, no Parque Celso Daniel em Santo André para posteriormente ir ao cinema, nossa intenção nem era ficar no parque. Ao chegar no local, ao lado da lanchonete, nós nos cumprimentamos com um beijo e um abraço, nisto um Guarda Municipal (que não vou citar o nome) a mais ou menos 50 metros de distância gritou: "Hei, vocês dois, venham aqui agora!" e nós nos dirigimos até ele que já estava alterado e agressivo gritando para todo mundo ouvir: "Vocês estão ofendendo o público do parque, vocês não tem o direito de se beijar em público, isto é ato libidinoso!!". Nós pedimos para ele parar de gritar e debatemos sobre os nossos direitos como cidadãos e que não estávamos fazendo nada demais, apenas nos cumprimentando como qualquer casal heterossexual se cumprimentaria. O guarda exigia que chamássemos ele de Senhor e nós nos recusamos, pois não somos marginais e não existe lei que obriga a chamar um Guarda Municipal de Senhor. Durante a discussão a outra Guarda Municipal que estava com ele queria nos encaminhar para a "salinha" deles para ela não passar vergonha e nisto fomos nos dirigindo até a entrada principal do parque. O Guarda que nos abordou estava tão alterado que nós nos recusamos a entrar na "salinha" dele, por medo da nossa integridade física, foi neste momento que ele me pegou pelo braço violentamente e me empurrou para dentro, neste instante apareceram outras testemunhas gritando que era abuso de poder e agressão física, e nisto o meu companheiro foi pra cima do Guarda para impedir que ele me agredisse novamente, no qual também foi agredido e imobilizado pelo mesmo Guarda.
Diante da confusão e a quantidade de testemunhas eles desistiram de colocar a gente pra dentro do local e disseram que se a gente tivesse coragem, poderíamos abrir um processo contra ele.
Este Guarda é o supervisor dos Guardas Municipais do parque, por isso os outros não tiveram atitude alguma.
Nós procuramos câmeras de filmagem no local da agressão e adivinha? Não tem.
Ligamos para a polícia que se recusou a ir até o local, ligamos para a Corregedoria dos Guardas Municipais e disseram que nada podiam fazer.
Fomos até o 4º DP de Santo André, registramos o Boletim de Ocorrência com o Laudo Fisico que fiz no hospital e com as testemunhas. Hoje vou ao IML realizar o Corpo de Delito para finalizar a documentação e iniciar os processos de intimação depoimentos individuais.
Abaixo estão as fotos da minha lesão, não parece grave, mas meu braço está doendo e com marcas, nada justifica uma agressão assim.
Fica registrado aqui mais um caso de HOMOFOBIA e ABUSO DE PODER das autoridades que deveriam nos proteger diante dos nossos direitos e não nos agredir. Eu sou um cidadão honesto e idôneo e não estava fazendo nada de errado, demonstração pública de afeto não é crime. Vou até o fim por justiça, em nome de tantos que perdem suas vidas e suas famílias são destruídas!!!

Atenciosamente
 A VITIMA R. M .P 

Quem vai ser a próxima  Vitima pela Homofobia agora? 


terça-feira, setembro 16, 2014

SHOW DA DIVERSIDADE TODOS OS MESES NA CIDADE DE SANTO ANDRE UMA CONQUISTA PARA A CULTURA DA POPULAÇÃO LGBT


Correção o nome do Dj Tigoo
Agradecimentos  a arte e designer Saulo Rodrigues 

O Show da Diversidade que acontece todos os meses na Cidade de Santo André com incentivo a Politica Publica Cultural LGBT em parceria com a Secretária de Cultura e Turismo e a ONG ABCDS.

Nos intervalos serão passadas informações de Prevenção DST/Aids e sobre o enfrentamento a Homotransfobia    


As próximas datas são dia 18 de outubro e dia 08 de Novembro de 2014.

Serviço:

SHOW DA DIVERSIDADE  – Dia 20 de setembro, à partir das 17:00 hs até as 19:50 hs
Saguão do Teatro Municipal de Santo André
Praça IV Centenário S/N  
Centro  – Santo André


Sobre a ONG ABCDS

Fundada em 2004 em São Bernardo do Campo e logo depois transferida para Santo André, onde permanece até hoje, a ONG Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual (ABCD'S) tem atuado fortemente junto a diversas esferas de governo e da sociedade civil para combater os crimes de gaylesbobitransfobia (comumente definidas como homofobia, mas que se configuram no preconceito e na violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) a articular políticas públicas para este público no Grande ABC (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra). Nossa missão é sensibilizar e mobilizar a população sobre as questões de cidadania e direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT). Atualmente a ONG ABCDS atende pelo telefone (11) 2831-1641 em horário comercial e em casos de URGÊNCIA no telefone exclusivo (11) 98035-4528. Mais informações no endereço eletrônico www.ongabcds.blogspot.com.br.

Contatos para imprensa

Aline Melo – assessoria.ongabcds@gmail.com



ONG ABCDS participa do Jovem Fest 2014 em São Paulo




A ONG ABCDS (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual) participa no dia 21 de setembro do maior evento jovem do Brasil, o Jovem Fest 2014. O evento, que acontece no Parque da Juventude, em São Paulo, tem como objetivo fomentar ações artísticas, esportivas e culturais e antecede o 13º Prêmio Jovem Brasileiro, a maior premiação desse segmento do mundo, que acontece no dia 11 de novembro. Será a primeira vez que uma organização do segmento LGBTT participa do evento.

No stand da ONG ABCDS estará o diretor de Juventude, Luis Piery. Os visitantes serão orientados pela campanha “Para Nossa Alegria”, sobre prevenção de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, receberão material contra a homofobia e serão informados sobre a profilaxia pós-exposição sexual (PEP). As cantoras Paula Bencini, Marion K e Bibi Iang marcam presença no palco do evento.

Serviço:

Jovem Fest 2014 – Dia 21 de setembro, à partir das 10 horas

Parque da Juventude 
Avenida Cruzeiro do Sul, 2630
Canindé – Zona Norte - São Paulo – Telefone 2251-2706


Sobre a ONG ABCDS

Fundada em 2004 em São Bernardo do Campo e logo depois transferida para Santo André, onde permanece até hoje, a ONG Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual (ABCD'S) tem atuado fortemente junto a diversas esferas de governo e da sociedade civil para combater os crimes de gaylesbobitransfobia (comumente definidas como homofobia, mas que se configuram no preconceito e na violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) a articular políticas públicas para este público no Grande ABC (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra). Nossa missão é sensibilizar e mobilizar a população sobre as questões de cidadania e direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT). Atualmente a ONG ABCDS atende pelo telefone (11) 2831-1641 em horário comercial e em casos de URGÊNCIA no telefone exclusivo (11) 98035-4528. Mais informações no endereço eletrônico www.ongabcds.blogspot.com.br.

Contatos para imprensa

Aline Melo – assessoria.ongabcds@gmail.com




quinta-feira, agosto 28, 2014

Santo André celebra o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

 Em comemoração ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica , celebrado em 29 de agosto, a ONG ABCDS (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual) promove roda de conversa e apresentações artísticas. Na programação preparada pela ONG ABCDS, haverá o Café Diversidade, roda de conversa sobre a visibilidade lésbica com Dejanira Moises e Lelia Carvalho da ONG Viva Diversidade de Diadema em seguida exibição de um documentário, no dia 31 de agosto  a partir das 15 horas.  Às 17 horas, terá início o Show da Diversidade, com a presença especial da Cantora Bibi Lang, Apresentação fica por conta da Cantora Fernanda Nunes e muitos outros shows Local Anfiteatro Heleni Guariba – endereço: Praça IV Centenário S/N – Centro de Santo André – Entrada Franca com estacionamento gratuito no Paço Municipal de Santo André.

 A data foi instituída a partir do I Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), ocorrido no Rio de Janeiro em 1996, por iniciativa do Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (Colerj). Como resultado simbólico, foi inserida a letra L, de lésbicas, na sigla GLBT, na Primeira Conferencia Nacional de Direitos humanos e Cidadania da População GLBT. Este ato simbólico, de inserção da letra L em primeira na sigla, foi um dos primeiros passos de compromisso do movimento LGBT com a pauta das Lésbicas. Também se buscou fazer um resgate no contexto histórico da lesbianidade, trazer a historia do antigo Ferro’s Bar, importante ponto de encontro da comunidade lésbica nos anos 1990, em São Paulo. “Hoje temos que defender com garra e determinação esta data, principalmente no enfrentamento da lesbofobia”, destacou o presidente da ONG, Marcelo Gil.

“Atualmente, é comum as lésbicas serem assediadas por homens héteros que passam a cerca-las com o objetivo de realizar uma fantasia, ter duas mulheres ao mesmo tempo durante uma relação sexual, fetichizando a orientação sexual que é absolutamente íntima e pessoal”, completou. O ativista também destaca o combate às frentes fundamentalistas que pregam a cura gay e o temor real dos estupros corretivos como forma de “reverter” a homossexualidade das mulheres. “Esta é, talvez, a pior violência que uma lésbica pode sofrer”, considerou.

Assim como acontece com os homens gays, é comum algumas mulheres, por medo do preconceito, permanecerem “dentro do armário”, levando uma vida de fachada, apenas para se enquadrar na heteronormatividade que a sociedade impõe. “O machismo é um grande adversário das lésbicas, no momento em que muitos homens ignoram a sua orientação  sexual e as tratam como bissexuais, em um movimento contínuo de interferência e desrespeito”, ressaltou Gil.

Trazer as discussões à tona, especialmente nessa data, é reafirmar que duas mulheres podem ser mães, donas de casa, profissionais, ser e estar na politica em todos os espaços públicos e privados, podem se casar, podem realmente se amar. “Hoje as novelas humanizam esta relação, mas no inicio foi com dificuldades. Como na novela Torre de Babel que explodiu o shopping com um casal de lésbicas em 1998, por conta da rejeição do público”, lembrou o presidente. No início do século XXI, as novelas Mulheres Apaixonadas em 2003 e Senhora do Destino em 2004/2005 trazem uma relação sadia e com toques de amor. E a última produção do horário nobre, Em Família, que retratou o verdadeiro amor, o tão esperado beijo e o casamento com toques de feminismo. 

Além do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, que é celebrado em 29 de agosto, existem outras datas da comunidade LGBT: dia 28 de junho é o Dia do Orgulho Gay; dia 29 de janeiro é o Dia da Visibilidade Trans; e dia 23 de setembro o Dia da Visibilidade Bissexual. “Nosso trabalho é fortalecer cada uma delas, para que todos tenham o seu espaço, de maneira igualitária”, concluiu Gil.



Sobre a ONG ABCDS

Fundada em 2004 em São Bernardo e logo depois transferida para Santo André, onde permanece até hoje, a ONG Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual (ABCD'S) tem atuado fortemente junto a diversas esferas de governo e da sociedade civil para combater os crimes de gaylesbobitransfobia (comumente definidas como homofobia, mas que se configuram no preconceito e na violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) a articular políticas públicas para este público no Grande ABC (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra). Nossa missão é sensibilizar e mobilizar a população sobre as questões de cidadania e direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT). Atualmente a ONG ABCDS atende pelo telefone (11) 2831-1641 em horário comercial e em casos de URGÊNCIA no telefone exclusivo (11) 98035-4528. Mais informações no endereço eletrônico www.ongabcds.blogspot.com.br.

Contatos para imprensa

Aline Melo – assessoria.ongabcds@gmail.com

quarta-feira, agosto 06, 2014

Gays desaparecem no Estado de São Paulo!

    Hoje estamos enfrentando um novo tipo de inimigo ou coincidências que acontecem no ano de 2014 desaparecimentos de Gays e um eterno silencio para solucionar.  Ja são 3 casos que temos conhecimentos, acreditamos que possa existir mais casos sem solução onde a Secretaria de Segurança Publica do Estado de São Paulo deve dar suas devidas explicações.

     Agora pelo que apuramos até o momento estes casos não foram direcionados ao DECRADI para esclarecer estes casos de Gays que sairão de suas casas para trabalhar e sumiram. Um grande Detalhe todos os casos encaminhados ao DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa) agora o porque deste casos que a forte a grande Midia sim publica umas vezes. Importante observar que sem solução e o que interessa a Grande Midia vai  mostrando sempre ate aparecer a vitima desaparecida.

    Neste momento estamos todos juntos em um grande desafio de achar o Heyws Antony de Oliveira, que não se encontre no mesmo padrão de desaparecimento e esquecimento no silencio de buscas. Fica a grande pergunta onde esta o Diego Fernando da Silva 30 anos saiu para trabalhar , onde esta o Luiz Henrique saiu e nunca mais voltou e como ficam sua famílias.
     
       A Função da Secretaria de Segurança Publica do Estado de São Paulo é esclarecer e dar a solução dos fatos, nossa função esta longe do poder de investigação somos sociedade civil, agora na somatória de coincidências simplesmente sem solução.     

       Segue abaixo :
     
Heyws Antony de Oliveira, 25 anos, Bailarino de Jundiaí/SP esta desparecido desde do dia 19/07/2014. No dia, saiu de casa por volta das 09h e ás 11h enviou uma mensagem para sua mãe dizendo que estava indo realizar um evento, sem mais informações. A partir disso, não houve mais contato. Heyws, tem tatuagem com as palavras IMAGINE, AGRADEÇA e notas musicais no braço.Informações, entrar em contato com a Policia no 190.https://www.facebook.com/heyws18 . Heyws Antony - Bailarino na empresa Lapidari Studio de Dança - Mora em São Paulo, Brasil - De Jundiaí


Diego Fernando Silva, de 30 anos, trabalha num "call center", e está desaparecido desde o dia 12 de janeiro. Ele é irmão do vocalista Buiú, da banda Muleke Travesso. A família reclama pela falta de apoio da empresa para encontrar o rapaz.



Luís Henrique  25 anos - foi visto pela última vez pela irmã mais nova, saindo de casa com o carro da mãe, no dia 2 de janeiro. Sem informações sore o paradeiro do jovem ator, que já realizou várias campanhas publicitárias para a televisão, a família faz um apelo para a volta de Luís Henrique .

terça-feira, agosto 05, 2014

ONG ABCD’S comemora decreto que assegura nome social em Santo André



      A Ong ABCD'S "Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual" parabeniza o prefeito de Santo André, Carlos Grana, pela assinatura do decreto 16.530, que garante a utilização do nome social de pessoas travestis e transexuais, sejam elas funcionárias ou usuárias dos serviços municipais, em todos os documentos, cadastros e atendimentos que forem realizados, reafirmando os direitos assegurados pela Constituição Federal, de que somos todos iguais perante a lei.

     “O reconhecimento do nome civil tem a finalidade de identificar, individualizar e garantir o direito à dignidade e ao respeito para as travestis e para mulheres e homens transexuais”, explicou o diretor Trans da ONG ABCDS Léo Barbosa. “O respeito à identidade de gênero da pessoa trans confere tratamento digno enquanto ainda não foi possível mudar judicialmente seus documentos oficiais", completou.

     Atualmente, o processo para obtenção de documentos onde constem o nome social e a alteração do registro civil é um processo lento e burocrático. A conselheira estadual LGBT Paulista, Agatha Lima, destacou que o decreto andreense impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas trans. “Muitas vezes, os transexuais e as travestis não procuram os serviços públicos de saúde por se sentirem humilhados ao serem tratados apenas pelo nome civil. O mesmo ocorre em escolas, cursos e faculdades, aumentando a evasão escolar e diminuindo as chances de colocação no mercado de trabalho formal”, declarou.


         “O respeito ao nome social é de extrema importância e todas as cidades deveriam deixar claro essa posição para que os agentes públicos não cometam mais essa violência com uma parcela da população que já é tão discriminada diariamente”, afirmou Agatha. “A postura da administração pública de Santo André representa um avanço referente à população LGBTT no Grande ABC”, concluiu. O presidente da ONG ABCDS, Marcelo Gil, frisou a importância da participação do Fórum Paulista LGBTT neste processo, na figura de Fernanda de Moraes que luta a anos e nos ajudou nos conceitos de compreensão e entendimento da forma das expressões mulheres transexuais e homens trans.
   
        



DECRETO Nº 16.530, DE 26 DE JUNHO DE 2014


ALTERA o Decreto nº 14.741, de 14 de janeiro de 2002, que regulamenta a Lei n° 8.241, de 27 de setembro de 2001, que dispõe sobre o uso de linguagem inclusiva na legislação municipal.

CARLOS GRANA, Prefeito do Município de Santo André, Estado de São Paulo, no uso e gozo de suas atribuições legais,

CONSIDERANDO a importância de disciplinar a forma de alusão, em atos normativos, a cargos, empregos, funções públicas e documentos oficiais, com observância à linguagem inclusiva;

CONSIDERANDO também a importância de reconhecer o nome social do cidadão travesti e transexual, como decorrência da adoção da linguagem inclusiva no município;

CONSIDERANDO o que consta dos autos do Processo Administrativo nº 32.939/2001-2,

DECRETA:


Art. 1º Fica alterada a redação do art.1° do Decreto nº 14.741, de 14 de janeiro de 2002, na seguinte conformidade:

“Art. 1º A Secretaria de Política para as Mulheres e a Secretaria de Comunicação deverão divulgar e incentivar a aplicação da linguagem inclusiva.”

Art. 2º Fica alterada a redação do caput do art. 3° do Decreto nº 14.741, de 14 de janeiro de 2002, na seguinte conformidade:

“Art. 3º Fica a Encarregatura de Expediente do Gabinete, subordinada ao Departamento de Atos Oficiais da Secretaria de Relações Institucionais e Projetos Especiais e ao Departamento de Técnica Legislativa, subordinado à Secretaria de Assuntos Jurídicos, responsáveis pela verificação da correta utilização da linguagem inclusiva nos textos.”

Art. 3º Fica alterada a redação do art. 5° do Decreto nº 14.741, de 14 de janeiro de 2002, na seguinte conformidade:

“Art. 5° Para os fins do disposto na Lei n° 8.241, de 27 de setembro de 2001, e neste decreto, são objetivos da linguagem inclusiva:

I – a utilização dos gêneros feminino e masculino, com as respectivas concordâncias, na designação, geral ou particular, dos cargos, empregos, funções públicas e outras designações que recebam encargos públicos da Administração Pública Municipal;

II – a utilização de recursos de flexão de gênero e concordância da língua portuguesa na elaboração das normas que regulamentam as carreiras profissionais e na elaboração de tabelas e de quadros de pessoal e suas respectivas descrições de atribuições;

III – a utilização de recursos de flexão de gênero e concordância da língua portuguesa na elaboração de documentos oficiais;

VI – contribuir para uma cultura da igualdade de gênero, por meio da linguagem inclusiva.”

Art. 4° O Decreto nº 14.741, de 14 de janeiro de 2002, fica acrescido dos arts. 5°A e  5°B, na seguinte conformidade:

“Art. 5°A Fica reconhecido o direito à inclusão e ao uso do nome social das pessoas travestis e transexuais, servidores e usuários do serviço público municipal, em todos os registros relativos a serviços públicos, como cadastros, formulários, prontuários, registros escolares e documentos congêneres.

§1º Entende-se por nome social aquele pelo qual a pessoa travesti ou transexual se reconhece, bem como são identificadas por sua comunidade e seu meio social.

§2º A anotação do nome social da pessoa travesti ou transexual deverá ser feita, por escrito, entre parênteses, antes do seu nome civil.

§3º A pessoa travesti ou transexual usuária do serviço público deverá manifestar, por escrito, seu interesse na inclusão do nome social, quando do preenchimento do documento público.

§4º Uma vez feita a anotação no respectivo prontuário, a pessoa travesti ou transexual usuária do serviço público, deverá, no momento do seu atendimento, ser chamado por seu nome social.

Art. 5°B O servidor ou funcionário público travesti ou transexual terá direito à emissão de documentos de identificação com seu nome social em lugar do seu nome civil, pelo órgão de lotação, caso solicitado por escrito.

Parágrafo único. Entende-se por documento de identificação do funcionário o crachá ou cartão de acesso que conste a foto e o nome do servidor ou empregado público.”

Art. 5º Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.


Prefeitura Municipal de Santo André, 26 de junho de 2014.




CARLOS GRANA
PREFEITO MUNICIPAL



SILMARA APARECIDA CONCHÃO
SECRETÁRIA DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES



JOÃO AVAMILENO
SECRETÁRIO DE DIREITOS HUMANOS E CULTURA DE PAZ



MYLENE BENJAMIN GIOMETTI GAMBALE
SECRETÁRIA DE ASSUNTOS JURÍDICOS
Registrado e digitado na Enc. de Expediente do Gabinete, na mesma data, e publicado.



TIAGO NOGUEIRA
SECRETÁRIO DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS E PROJETOS ESPECIAIS

quarta-feira, junho 25, 2014

Câmara de Santo André sedia sessão solene pelo Dia do Orgulho LGBTT



A ONG ABCDS (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual) realizou na última terça-feira (24), na Câmara de Vereadores de Santo André, sessão solene em comemoração ao Dia do Orgulho LGBTT. No evento, foram homenageados artistas, personalidades e militantes que de alguma forma contribuíram com o movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais masculinos e femininos da região.

“Foi uma noite perfeita. Com a presença de pessoas livres de preconceitos e de discriminações, que lutam e fazem dessa luta o seu dia-a-dia”, comemorou o presidente da ONG, Marcelo Gil. “Pudemos realizar uma sessão solene onde prevaleceu a igualdade. Trouxemos o tema da Parada LGBTT que celebrou os dez anos da nossa atuação na luta pela igualdade. Foi, com certeza, a sessão solene com mais glamour e brilho de Santo André”, afirmou Gil.

A sessão solene foi aberta com o cantor Maycow Mariano executando lindamente o Hino Nacional e o Hino de Santo André. Em seguida, a Vereadora Bete Siraque (PT), que presidiu a mesa, destacou que é preciso avançar no diálogo com as empresas e com os sindicatos, a fim de criar postos de trabalho para a população LGBTT na região, garantindo assim a dignidade, o respeito e inclusão desses cidadãos.

“A homenagem aos artistas, cantores, DJ’s e transexuais masculinos e femininos foi um momento de muita emoção. É um gesto que demonstra respeito e valoriza a história de quem faz muito pelo movimento e muitas vezes não é lembrado”, comentou Marcelo Gil. “Optamos por realizar homenagens para grupos de pessoas, pelo coletivo e pelo companheirismo”, completou.

O momento mais esperado foi o discurso da atriz e apresentadora, a voz do movimento social, Silvetty Montila. Ela, que esteve presente na primeira Parada do Orgulho LGBTT em Santo André, em 2005, lembrou que a Polícia Militar não permitiu que fosse feito todo o trajeto autorizado pela prefeitura, e também resgatou episódios tristes de 2008 e 2009 com a forte repressão dessa mesma PM contra a população LGBTT. “Com luta e determinação conquistamos um das avenidas mais importantes da cidade de santo André”, declarou Silvetty, referindo-se à Avenida Dom Pedro II, endereço da parada desde 2010.

 Representando o prefeito Carlos Grana, o assessor de Politicas para a Juventude Rodrigo Luppi afirmou a importância da aproximação do movimento LGBTT com o governo municipal e reiterou o apoio do governo nas realizações em prol da população de  lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Um agradável coquetel encerrou a noite com chave de ouro.

Sobre a ONG ABCDS

Fundada em 2004 em São Bernardo e logo depois transferida para Santo André, onde permanece até hoje, a ONG Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual (ABCD'S) tem atuado fortemente junto a diversas esferas de governo e da sociedade civil para combater os crimes de gaylesbobitransfobia (comumente definidas como homofobia, mas que se configuram no preconceito e na violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) a articular políticas públicas para este público no Grande ABC (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra). Nossa missão é sensibilizar e mobilizar a população sobre as questões de cidadania e direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT). Atualmente a ONG ABCDS atende pelo telefone (11) 2831-1641 em horário comercial e em casos de URGÊNCIA no telefone exclusivo (11) 99418-0924. Mais informações no endereço eletrônico www.ongabcds.blogspot.com.br.

Contatos para imprensa
Aline Melo – athaismelo@gmail.com